Código de barras ainda é a espinha dorsal do varejo, da logística e do controle de estoque no mundo inteiro. Seja para etiquetar produtos, organizar caixas num armazém ou rastrear itens internamente, a dúvida é sempre a mesma: qual tipo usar e como gerar sem erro?
Este guia responde tudo isso: diferença entre código de barras 1D e QR Code 2D, os principais formatos e quando usar cada um, passo a passo para gerar no Code2Scan e os cuidados que evitam rejeição nas gôndolas.
Código de barras 1D vs QR Code 2D
Antes de gerar qualquer coisa, vale entender a diferença fundamental:
| Característica | Código de barras 1D | QR Code 2D |
|---|---|---|
| Direção de leitura | Horizontal (uma dimensão) | Horizontal e vertical |
| Capacidade de dados | Baixa (até ~20 caracteres numéricos no EAN) | Alta (até 3000 caracteres) |
| Leitura | Leitor laser, câmera | Câmera de celular ou leitor 2D |
| Uso típico | Varejo, logística, embalagens | Links, pagamentos, landing pages |
| Recuperação de erro | Não | Sim (até 30%) |
O código de barras 1D é o que aparece nas embalagens de supermercado. É simples, compatível com leitores a laser antigos e universal no varejo. O QR Code armazena muito mais dado e pode ser lido por qualquer celular — mas exige leitores 2D. Para produto de prateleira, o padrão do varejo ainda é o código 1D (EAN-13 ou UPC-A). Para uso digital ou interno, QR Code ou CODE128 podem ser melhores.
Quer saber mais sobre QR Code? Veja o guia completo de QR Code dinâmico.
Principais tipos de código de barras e quando usar
EAN-13 (GTIN-13)
O padrão ouro do varejo global. Tem 13 dígitos: 3 de prefixo de país, 4-6 do fabricante, mais dígitos de produto e o dígito verificador final. É o código que caixas de supermercado leem.
Quando usar: produtos vendidos no varejo (supermercados, farmácias, lojas físicas).
Atenção: para vender em grandes redes, o GTIN precisa ser registrado na GS1 (no Brasil, GS1 Brasil). Um EAN-13 gerado aleatoriamente não é um GTIN oficial — pode funcionar no seu sistema interno, mas será rejeitado ou conflitar com outro produto nas prateleiras.
EAN-8
Versão compacta do EAN-13, com 8 dígitos. Usado quando a embalagem é pequena demais para um EAN-13.
Quando usar: balas, cosméticos pequenos, sachês.
UPC-A
Padrão norte-americano com 12 dígitos. Muito parecido com o EAN-13 (de fato, um UPC-A pode ser lido como EAN-13 com zero à esquerda).
Quando usar: produtos destinados ao mercado dos EUA e Canadá.
CODE128
Código alfanumérico de alta densidade, sem tamanho fixo — codifica qualquer texto ASCII. Não tem prefixo de país nem dígito verificador obrigatório (mas é calculado internamente).
Quando usar: logística interna, etiquetas de remessa, controle de estoque, hospitais, indústria. É o padrão em etiquetas de transportadoras.
CODE39
Mais antigo e menos denso que o CODE128, aceita letras maiúsculas, números e alguns símbolos. Ainda muito usado em ambientes industriais e governamentais.
Quando usar: peças automotivas, inventário industrial, documentos governamentais.
ITF-14
Código numérico de 14 dígitos usado em caixas de papelão e unidades de distribuição (não em produtos individuais). É o GTIN-14 em formato de barras onduladas — pode ser impresso direto na caixa sem precisar de etiqueta.
Quando usar: caixas master, paletes, embalagens secundárias.
Tabela resumo: tipo → uso
| Tipo | Dígitos/Formato | Uso principal |
|---|---|---|
| EAN-13 | 13 numérico | Produto varejo global |
| EAN-8 | 8 numérico | Produto varejo (embalagem pequena) |
| UPC-A | 12 numérico | Produto varejo EUA/Canadá |
| CODE128 | Alfanumérico variável | Logística, estoque, remessa |
| CODE39 | Alfanumérico (maiúsc.) | Indústria, governo |
| ITF-14 | 14 numérico | Caixas e unidades de distribuição |
Passo a passo: como gerar no Code2Scan
- Acesse o gerador de código de barras do Code2Scan.
- Escolha o tipo no seletor (EAN-13, CODE128, UPC-A, etc.).
- Digite o número ou texto no campo de dados.
- Para EAN-13: insira os 12 primeiros dígitos — o gerador calcula e adiciona o dígito verificador automaticamente.
- Para CODE128: pode digitar letras e números livremente.
- Visualize o resultado em tempo real na tela.
- Baixe em PNG ou SVG conforme sua necessidade:
- PNG: para impressão direta ou uso digital.
- SVG: para escalar sem perda (ideal para embalagens e gráficos).
- Teste o código com um leitor de código de barras online antes de imprimir em quantidade.
Cuidados essenciais
Dígito verificador do EAN
O último dígito do EAN-13, EAN-8 e UPC-A é calculado por algoritmo (módulo 10). Se você digitar os 12 dígitos certos, o gerador calcula o 13.º automaticamente. Se você criar um número de cabeça, pode gerar um EAN inválido que leitores rejeitem. Use o verificador de código de barras GTIN para checar.
GTIN registrado vs código interno
- GTIN registrado (GS1): obrigatório para vender em redes varejistas, marketplaces e exportar. O número identifica globalmente o seu produto.
- Código interno: qualquer número no CODE128 ou EAN criado por você funciona para controle interno, estoque próprio ou uso em sistemas fechados — mas não é oficial no varejo.
Tamanho e zona de silêncio
- EAN-13 tem tamanho nominal de 37,29 mm × 25,93 mm. A tolerância vai de 80% a 200%.
- A zona de silêncio (área branca ao redor) deve ser respeitada: mínimo de 3,63 mm de cada lado no EAN-13.
- Em embalagens pequenas, use EAN-8 ou aumente a impressão — código pequeno demais falha na leitura.
Fundo branco, barras pretas
Evite imprimir código de barras em fundos coloridos ou sobre imagens. O contraste preto sobre branco é requisito mínimo. Vermelho no fundo, por exemplo, é invisível para leitores a laser.
Erros comuns
❌ Criar EAN aleatório para vender no varejo
Um número EAN gerado sem registro na GS1 pode coincidir com o produto de outro fabricante no sistema do varejista. Resultado: confusão no estoque, rejeição da nota, produto não vai para gôndola.
❌ Ignorar o dígito verificador
Copiar um EAN e trocar o último dígito "por acidente" gera um código inválido. Sempre valide antes de imprimir.
❌ Usar CODE128 onde varejo exige EAN
Redes de supermercado leem EAN/UPC na caixa. CODE128 é para logística interna. Usar o tipo errado faz o leitor falhar.
❌ Imprimir muito pequeno
Código comprimido abaixo do tamanho mínimo falha na leitura. Sempre teste na impressora e no leitor real antes de produzir em escala.
❌ Não testar antes de imprimir em lote
Gerar e imprimir 1000 etiquetas sem escanear uma sequer é arriscado. Teste com o leitor online e com o leitor físico que vai usar.
❌ Confundir QR Code com código de barras para prateleira
QR Code não substitui EAN-13 no varejo tradicional. As gôndolas usam leitores a laser 1D — que muitas vezes não leem QR. Use cada um no contexto certo. Para mais sobre QR em embalagem, veja QR Code na embalagem de produto.
Resumo
- EAN-13 para produto de prateleira — registre na GS1 se for vender em redes.
- CODE128 para logística e estoque interno — alfanumérico, flexível.
- ITF-14 para caixas de distribuição.
- O dígito verificador é calculado automaticamente pelo gerador — não invente.
- Respeite o tamanho mínimo e zona de silêncio na impressão.
- Teste antes de imprimir em lote.
- QR Code e código de barras 1D têm usos complementares — aprenda como criar QR Code grátis para o lado digital.
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